domingo, 16 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
Ode ao burguês
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros!
Que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangue de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará sol? Choverá? Arlequinal!
Mas as chuvas dos rosais
O êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! Ao burguês-tiuguiri!
Padaria Suíssa! Morte viva ao Adriano!
- Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
- Um colar...Conto e quinhentos!!!
- Más nós morremos de fome!
Come! Come-te a ti mesmo, oh! Gelatina pasma!
Oh! Purê de batatas morais!
Oh! Cabelos na ventas! Oh! Carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados
Ódios aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!...
Mário de Andrade
Abraços,
Juliana Gobbe
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Luciano Tasso
Luciano Tasso nasceu em 1974 na cidade de Ribeirão Preto, interior paulista. Formou-se em Comunicação Social pela Escola de Comunicação e Artes da USP e trabalhou durante nove anos como diretor de arte para agências de publicidade em São Paulo e no exterior. Desde 2007 atua como ilustrador para livros, revistas e Histórias em Quadrinhos. Em 2008 venceu o Salão Internacional de Desenho para a Imprensa de Porto Alegre na categoria ilustração editorial. Já ilustrou várias obras, dentre elas: “Os 12 Trabalhos de Hércules”, “Artes do Caipora em Cordel” e “A Saga de Beowulf” escritos por Marco Haurélio; “Como Sou” do autor Thiago de Mello; “O que é Cultura Popular” de Moreira de Acopiara e “Lua Estrela Baião” de Assis Ângelo. (Informações fornecidas pelo autor)
Foto: Clarice P. Chieppe
ECL- Bertold Brecht- Como se deu sua aproximação com a arte de ilustrar?
LUCIANO TASSO - Desenhar sempre foi minha brincadeira preferida. Desde criança dedicava horas do dia tentando reproduzir os personagens que assistia na televisão. Na adolescência, entre as caricaturas dos professores e dos amigos da classe, sonhava com o estereótipo do artista que se embrenhava na vida, sofria pela sua criação; num mundo glamoroso e boêmio... Nem de longe passava pela minha cabeça que isso pudesse se transformar, algum dia, em profissão: arte não punha feijão na panela!
Foi mais tarde, quando tive oportunidade de escolher uma boa faculdade que optei por me graduar em publicidade. Não sabia direito o que se fazia nessa área de atuação, mas imaginava que a função de "diretor de arte" tivesse algo relacionado à ilustração. Foi um engano. Na prática, esse cargo é responsável pela parte visual da comunicação; seu exercício treina o olhar para a estética visual, dá noções de equilíbrio e composição, mas é bem diferente de uma abordagem artística.
Comecei, então, a realizar algumas tentativas de ilustrar para a publicidade. Com o surgimento da internet as chances aumentaram, pois era mais prático resolver a comunicação usando ilustrações. Neste período, também aprendi a trabalhar com animação de personagens e vinhetas, o que me garantiu posteriormente a participação na produção de um longa-metragem infantil.
Graças a um amigo meu de infância, o Daniel Bueno, que se tornou um grande ilustrador de livros, pude perceber que trabalhar para o mercado editorial dava maior liberdade artística. Decidi, então, investir nessa área e tive a oportunidade de dividir o estúdio com o Maurício Negro, um grande profissional com quem aprendi muito a ilustração e o mercado de livros.
Não foi fácil, mas aos poucos consegui fazer um portfólio com alguns livros e vários projetos pessoais. Contei com a ajuda da Dulce Seabra, da editora Global para fazer uma apresentação do meu trabalho na editora Cortez e fui muito bem recebido pelo Amir Piedade, que gostou do meu trabalho. A partir de então, consegui manter uma produção contínua e hoje, posso dizer que minha brincadeira preferida, desde a infância é que garante o feijão na mesa.
ECL- Bertold Brecht - Muitas das suas ilustrações estão em obras que abarcam a cultura popular no Brasil. Como você avalia a inserção desses trabalhos no atual "mercado" editorial brasileiro?
LUCIANO TASSO - O mercado literário brasileiro, ainda é muito insipiente. Observo o crescimento de atividades que buscam valorizar nossa cultura escrita, como feiras literárias, ações do governo e das associações para representar o Brasil no exterior, autores contemporãneos e consagrados que ganham traduções em diversos países além de produções independentes, como vemos acontecer com a poesia de Cordel, mas isso ainda está longe de configurar um panorama favorável. O grande peso dessa relação ainda está na questão econômica e na educação. Temos pouco incentivo à leitura no ensino de base e isso prejudica a formação de um público leitor. Por outro lado, o livro ainda é um objeto caro, o que faz com que as editoras privilegiem publicações focadas na certeza da venda, com autores conhecidos ou best-sellers que chegam do exterior com todo o arsenal de marketing para sua venda.
Esse estrangulamento mercadológico dificulta a aposta na diversificação dos temas.
Por outro lado, temos um material farto de nossa história que está sendo resgatado, seja por incentivos do governo, pesquisas, associações, gente que realmente se importa com a nossa cultura. Falta maior interesse em fazer com que os eucadores e o mercado consigam achar uma forma de reutilizar e divulgar esses conhecimentos.
Algumas editoras estão empenhadas nesse direcionamento. É o caso da Global, onde tive a primeira oportunidade de ilustrar poemas relacionados à cultura popular no livro "Meus Romances de Cordel" de Marco Haurélio. São iniciativas valorosas, pois acredito que a aproximação com a nossa realidade traz subsídios para compreender nossa história e a consequência disso é seguramente uma vida melhor.
De tempos em tempos, presencio o fenômeno de ver muitas pessoas lendo títulos estrangeiros - os chamados "sucesso de vendas" - seja nos ônibus ou nos metrôs de São Paulo, o que mostra a miopia de muitas editoras e donos de livrarias que afirmam que brasileiro não lê. Talvez seja o caso de divulgar, com a mesma força, romances nacionais e da cultura popular que tenho certeza, são muito mais coloridos!
ECL Bertold Brecht - O livro Como Sou do poeta amazonense Thiago de Mello reúne poemas especialmente para o público jovem. Conte nos sobre o processo de ilustração dessa obra.
LUCIANO TASSO - Ilustrar poesia é sempre uma tarefa difícil, pelo menos para mim. Em todos os projetos, eu procuro entender o universo do autor naquele referido texto e busco refleti-lo nas ilustrações, mantendo sempre o cuidado para simplesmente não "traduzir" o que está escrito.
Já ouvi algumas pessoas do meio se apropriarem do termo intertextualidade, para definir o recurso de criar uma narrativa paralela ao texto fazendo uso de imagens. É um pouco isso que tento fazer. No caso do livro "Como Sou", que não tinha uma narrativa contínua, acabei sintetizando os capítulos em ilustrações. Tive como inspiração um fio condutor: a água, o rio, a chuva. O resultado foi que cada arte acabou sendo um poema visual composto por elementos colhidos do texto.
ECL - Bertold Brecht - O artista maltês Joe Sacco teve grande reconhecimento por seu trabalho que engloba história em quadrinhos e jornalismo retratando principalmente a situação do povo palestino. Existe hoje uma preocupação em retratar a realidade por meio da ilustração?
LUCIANO TASSO - A ilustração, como forma de expressão artística, sempre foi preocupada em retratar alguma realidade, seja ela pessoal ou coletiva. o que Joe Sacco fez, através de seu olhar jornalístico, foi dar voz a um drama vivido por um povo que simplesmente é ignorada pela grande mídia e, de forma esplêndida utilizou a linguagem dos quadrinhos para humanizar e aproximar sua mensagem para diferentes tipos de leitores.
Mas esse tipo de abordagem é rara. O que vejo muito hoje, na maioria dos casos, é a retratação de uma realidade concernente com o tempo que vivemos, ou seja, uma realidade difusa, intangível, onde as preocupações locais se confundem com as globais. É uma fase artística que eu brinco com os amigos chamando de cyber - barroco : uma mistura de diversas influências em composições extremamente elaboradas que têm uma cara ao mesmo tempo desterritorializada, mas com estilos muitos pessoais.
Como todas as fases artísticas, essa também será transitória, no entanto, ela influencia fortemente não só a ilustração, mas todo tipo de manifestação visual. O caso mais evidente é o grafite - quando vejo as pinturas de personagens amarelados e subnutridos, excesso de caveiras, ou tribais neo-alguma-coisa, construo um imaginário de arte totalmente desvinculado de qualquer relação política mais aprofundada. Não sei se há empenho em se politizar ou retratar a realidade do seu entorno, mas também não acho que isso seja obrigatório. Cada um usa a voz e os recursos que tem para se expressar artisticamente. Sinto apenas um certo desânimo por existirem poucos trabalhos como os do Joe Sacco.
Luciano Tasso nos presenteou com uma caricatura de Bertold Brecht:
Abraços,
Juliana Gobbe
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Antonio Barreto
O baiano Antonio Barreto é considerado atualmente um dos
maiores nomes do cordel no Brasil. Preocupado com as causas de seu tempo, o
autor não poupa críticas aos políticos brasileiros , bem como, artistas e
programas da grande mídia. O cordel Big Brother Brasil: um programa
imbecil teve grande
repercussão no país. Em entrevista ao ECL Bertold Brecht o cordelista nos contou sobre seus projetos.
Arquivo pessoal de Antonio Barreto
ECL- De que forma, projetos, tais como:
“Leituras públicas” podem contribuir para a aproximação dos leitores ao
universo do cordel?
ANTONIO BARRETO - Pois é, a tarefa de formar leitores não é só
responsabilidade da escola, mas de todos nós: família, mídia, poetas,
formadores de opinião em geral. E Leituras Públicas, aqui em Salvador, é um
projeto da Fundação Pedro Calmon, cujo objetivo é estimular a difusão do livro,
o gosto pela leitura e o incentivo à produção cultural. São encontros mensais
com autores locais em que se promove o diálogo do leitor com texto. Eu fui um
dos convidados este ano (2013) e ali tive a oportunidade de mostrar um pouco de
minha produção com o lançamento de uma coletânea que reúne 11 folhetos de
cordel, intitulada “Big Brother Brasil: um programa imbecil e outros cordéis”, que faz parte de um outro projeto da
Fundação Pedro Calmon.
ECL-O
cordel Big Brother Brasil: um programa imbecil espalhou-se
rapidamente por todo o país. Conte-nos como foi o processo de criação daquilo
que ficou conhecido como uma valiosa crítica ao entretenimento da grande mídia?
ANTONIO BARRETO - O processo de criação do cordel do BBB se deu
de uma forma curiosa! Eu estava num barzinho com amigos poetas dialogando sobre
os rumos da poesia aqui em nossa terra. De repente, uma voz do “além” tocou a
minha consciência dizendo: “Big brother Brasil – Um programa imbecil”
! De pronto fiz a anotação do título do
referido cordel em um guardanapo, mas a construção do texto só veio a acontecer
depois de alguns meses. Após a conclusão, enviei o texto para um casal amigo em
BH (Paulo e Nívea) e eles divulgaram na Internet. A partir daí foi um sucesso
que não teve fim. Até hoje recebo congratulações de um mundaréu de pessoas de
todos os recantos do planeta azul !
ECL-Em tempos em que “a arte pela arte”
domina os meios de comunicação numa profusão ilimitada de espetacularização.
Como você avalia o papel do artista popular?
ANTONIO BARRETO - A verdadeira arte precisa estar engajada com
o social. E o papel do artista popular é estar presente em todos os espaços da
mídia, mas visando sempre uma contribuição maior para embelezar a vida. No caso
do cordelista, o ideal seria uma criação artística visando a formação de um
leitor crítico que seja capaz de interagir habilmente no seio da sociedade. Não
vale a pena escrever cordel por escrever, por curiosidade; o verdadeiro cordelista precisa se empenhar
bastante, ter persistência e dialogar com o seu leitor, tendo a consciência de que a nossa produção deve estar seriamente
relacionada com o contexto social, cultural, político e econômico do qual estamos
inseridos. De modo que fico entristecido ao ver tanta banalização da arte no
momento atual.
ECL-Como os professores do Brasil podem usar
o cordel como um “instrumento pedagógico”?
ANTONIO BARRETO - Da mesma forma que utilizamos outros gêneros
textuais, a exemplo do conto, crônica, poesia, romance, letra de música etc. O
ideal seria o MEC estabelecer uma lei que oficializasse o ensino do cordel na
grade curricular do ensino médio e fundamental. E não é fácil aproximar o aluno
do livro, já que os instrumentos tecnológicos atuais são extremamente
sedutores. A literatura de cordel indiscutivelmente é um gênero textual muito
significativo, sedutor, carregado de ludicidade, que tem o poder de desenvolver
nos alunos o senso crítico, o gosto pela leitura, o raciocínio lógico. Aqui em
Salvador e em todo o estado da Bahia as escolas, tanto particulares quanto
públicas, seguem empenhadas na utilização do cordel como um instrumento
pedagógico capaz de nos auxiliar no processo de ensino aprendizagem. Eu, por
exemplo, venho há 10 anos realizando oficinas de cordel em todo o estado,
experiência esta carregada de êxito.
ECL- Quais são os próximos projetos do
artista Antonio Barreto?
ANTONIO BARRETO - Olha, Juliana, tenho um mundo todo de
projetos, mas no momento estou podendo falar
apenas de dois! O primeiro vai acontecer
em 2014, que é a publicação de um livro em que reunirei 21 cordéis de minha
autoria relacionados à educação, ou seja, cordéis que foram feitos a partir da
experiência prática com os meus alunos. O segundo é para 2015, que é uma
abordagem sobre os períodos literários ocorridos no Brasil. Inclusive já tenho
prontos: “Aula de Quinhentismo em
cordel”, “Aula de Barroco em cordel” e “Aula de Arcadismo em cordel” - esses
dois últimos serão lançados agora em novembro, na Bienal 2013, aqui em Salvador. No mais
seguirei fazendo minhas oficinas de cordel, palestras e recitais. Ah sim,
acabei de fazer um cordel esta semana ,mas estou com receio de publicar ! O
título é “A Fazenda da Record – um
programa de dar dó.” Quer dizer, eu ando meio receoso com relação a essa
crítica social que venho fazendo através do cordel. O fato é que tanto o cordel
do Pedro Bial quanto o de Caetano Veloso me deram muita dor de cabeça! Agora
sinto uma necessidade enorme de fazer silêncio e seguir com a minha produção
voltada para a educação, ecologia e cultura popular. A Bahia continua
conservadora, talvez o Brasil por inteiro. Veja que os poetas Gregório de Matos
e Cuíca de Santo Amaro foram condenados pela sociedade por terem a verve
crítica. Dizem muito por aí que é proibido proibir – mas tenho dúvidas disso! Ainda
bem que não sou famoso e ninguém vai se preocupar em me biografar ! Passei a
praticar meditação e começo a descobrir o quanto somos limitados, idiotas e
pequenos diante desse universo complexo chamado vida humana...
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão "fuleiro"
Produzido pela rede Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, "zé-ninguém"
Um escravo da ilusão.
- Deitadinho numa rede
Como um bom samaritano
O Renan vai criar boi
No sertão alagoano
E doar filé mignon
Porque é um cabra humano!
-Ficha suja no Brasil
Não paga pelo que fez...
A justiça silencia,
O cabra faz outra vez...
Mas o pobre logo é preso
Roubando um pinto pedrês!
- A vitória do Renan
Me deixou desnorteado...
Todo o "acerto" em Brasília
Foi deveras camuflado:
Uma eleição secreta
Pra eleger um condenado!
Como um bom samaritano
O Renan vai criar boi
No sertão alagoano
E doar filé mignon
Porque é um cabra humano!
-Ficha suja no Brasil
Não paga pelo que fez...
A justiça silencia,
O cabra faz outra vez...
Mas o pobre logo é preso
Roubando um pinto pedrês!
- A vitória do Renan
Me deixou desnorteado...
Todo o "acerto" em Brasília
Foi deveras camuflado:
Uma eleição secreta
Pra eleger um condenado!
Alguns trabalhos de Antonio Barreto estão em:
http://barretocordel.wordpress.com/
Abraços,
Juliana Gobbe
domingo, 10 de novembro de 2013
Preconceito Linguístico
Eis um ótimo blog sobre o preconceito linguístico no Brasil:
http://e-proinfo.mec.gov.br/eproinfo/blog/preconceito
Abraços,
Juliana Gobbe
http://e-proinfo.mec.gov.br/eproinfo/blog/preconceito
Abraços,
Juliana Gobbe
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